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Chacina deixa cinco mortos em Piraquara Imprimir E-mail
Sáb, 23 de Abril de 2011 17:28

Cinco homens foram mortos brutalmente em uma chacina na noite de sexta-feira em um loteamento de chácaras na cidade de Piraquara, região metropolitana de Curitiba. O caso chama a atenção da polícia, porque as vítimas não tinham motivos aparentes para serem assassinadas.

O crime aconteceu na casa dos irmãos Antonio Luis Carvalho GrandoJorge Roberto Carvalho Grando, ambos eram funcionários da prefeitura de Pinhais. Jorge Grando já havia sido secretário de meio ambiente do município. Eles moravam em uma área ecológica e estavam reunidos com outros três amigos que haviam comprado lotes no local – um deles era vizinho e dois pretendiam se mudar para lá. As outras vítimas são Albino Silva, funcionário da Sanepar; Gilmar Reinert, empresário; eValdir Vicente Lopes, agente da Penitenciária Central do Estado.

O crime teria ocorrido, segundo a Delegacia de Piraquara, que cuida do caso, entre 23h15 de sexta-feira e 0h15 de sábado. Os amigos estavam em um galpão ao lado da casa dos Grando fazendo um churrasco e teriam sido rendidos nesse local por três pessoas ou mais. Eles foram conduzidos até a pequena cozinha da casa, foram amarrados com as mãos para trás com fios de luz e arames e foram alvejados na cabeça. Na residência, foi encontrado um estojo de munições de calibre 9 milímetros.

Albino, que era vizinho dos Grando, havia saído para comprar remédios para a filha recém-nascida e pode ter parado para falar com os amigos ou ainda pode ter ido ao local depois de perceber uma movimentação estranha na casa. Ele não seria o alvo, segundo a polícia, mas acabou morrendo. A esposa dele, estranhando a demora, foi até o local e encontrou os corpos na casa dos Grando. A Delegacia de Piraquara trabalha com duas hipóteses na investigação: vingança contra Jorge Grando ou latrocínio.

Primeiramente o roubo seguido de morte havia sido descartado, porque nenhum objeto nem os carros foram levados. Mas como a casa estava totalmente revirada, a polícia acredita que os criminosos estavam em busca de um possível dinheiro que os irmãos Grando poderiam guardar na chácara por causa da venda dos loteamentos (a área pertencia a eles há pelo menos duas décadas). Jorge vendia alguns lotes porque queria transformar o local em um condomínio ecologicamente correto para viver.

Dois suspeitos, que conheciam as vítimas, estão sendo investigados pelo crime. Mas a polícia não deu mais detalhes sobre as investigações.

Os irmãos Grando e Albino poderão ser velados na Câmara Municipal de Pinhais, mas a informação ainda não foi confirmada. A família do agente penitenciário Valdir (que atuava há pelo menos 20 anos na profissão) ainda não havia definido, até o fechamento dessa edição, onde ele seria velado e enterrado.

O sócio do empresário Gilmar, Murilo Chemin, disse que o corpo do amigo será velado na Igreja Conjunto Gralha Azul e o enterro será no Cemitério do Santa Cândida. “O Gilmar ainda não morava lá, mas estava prestes a se mudar. Eu também pensava em me mudar para lá, mas agora não sabemos o que fazer. O condomínio era um sonho de se viver em paz com a natureza”, afirma o empresário Murilo Chemin. Gilmar era casado e deixou dois filhos maiores de idade. Jorge Grando era divorciado e tinha um filho de 5 anos.


Fonte: Gazeta do Povo / Portal Banda B

 

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