
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) deflagrou, nesta segunda-feira (15), a Operação Panóptico, uma das maiores ofensivas institucionais recentes contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). A megaoperação cumpre simultaneamente 559 mandados judiciais nos estados do Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul, mobilizando um contingente de aproximadamente mil policiais civis, militares e penais.
O foco principal da ação é desarticular o escalão de comando e a rede de arrecadação financeira da organização criminosa. Do total de ordens expedidas pelo Poder Judiciário, 304 são mandados de prisão e 255 são mandados de busca e apreensão. Uma parcela significativa dos alvos teve os mandados executados diretamente no interior de penitenciárias e cadeias públicas, onde os detentos continuavam exercendo funções de liderança e ordenando crimes extramuros.
De acordo com o Ministério Público do Paraná (MPPR), as investigações que deram origem à operação foram iniciadas no final de 2025. O monitoramento de inteligência identificou ramificações da facção em dezenas de comarcas paranaenses, com forte atuação no tráfico de entorpecentes, roubos de carga e homicídios.
No Paraná, as equipes policiais cumprem ordens de busca e capturas em polos estratégicos e de fronteira, incluindo:
Francisco Beltrão e Cascavel;
Foz do Iguaçu, Umuarama e Maringá;
Londrina, Guarapuava, União da Vitória e a capital, Curitiba.
A coordenação dos trabalhos integra o calendário de diretrizes do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), que unifica as agências de inteligência dos Ministérios Públicos estaduais para sufocar o fluxo logístico de grandes facções.
Durante as incursões táticas logo nas primeiras horas da manhã, um policial militar acabou ferido por disparo de arma de fogo na região metropolitana de Londrina, no Norte do Estado. O militar participava do arrombamento perimetral do endereço de um dos alvos quando foi recebido a tiros.
O profissional de segurança pública foi rapidamente socorrido por equipes de resgate médico e encaminhado a uma unidade hospitalar regional. Conforme o último boletim médico divulgado pelo comando da corporação, ele recebeu os cuidados cirúrgicos necessários e não corre risco de morte. Os materiais e documentos apreendidos nas buscas foram concentrados nas sedes do GAECO para instrução dos processos penais.