
A Justiça da Noruega condenou nesta segunda-feira (15) Marius Borg Hoiby, de 29 anos, a uma pena de 4 anos de reclusão em regime fechado. Enteado do príncipe herdeiro do país, Haakon, ele foi considerado culpado por duas acusações de estupro e pelo crime de violência doméstica. Um dos abusos sexuais analisados pelo corpo de magistrados ocorreu dentro de uma das residências oficiais da própria família real monárquica.
Marius Borg Hoiby passou a integrar o círculo da família real norueguesa no ano de 2001, quando sua mãe, a princesa consorte Mette-Marit, casou-se com o príncipe herdeiro. Apesar da gravidade das sentenças procedentes, o réu acabou absolvido por falta de provas em outras duas acusações correlatas de estupro que constavam no mesmo processo.
O corpo de juízes baseou o veredito em um robusto conjunto probatório técnico e pericial. Durante as audiências, o tribunal avaliou dados sobre o vício crônico de Hoiby em entorpecentes ilícitos, arquivos de vídeos gravados pelo próprio acusado contendo registros de encontros sexuais e centenas de mensagens eletrônicas de teor comprometedor trocadas com uma de suas ex-companheiras.
Tese da Acusação: O Ministério Público local pleiteava uma condenação mais severa, fixada em sete anos e sete meses de prisão. Os promotores de Justiça sustentaram que as quatro mulheres que denunciaram Hoiby encontravam-se inconscientes ou sob severa incapacidade físico-mental de oferecer resistência após participarem de festas organizadas pelo réu.
Violência Doméstica: A condenação por agressões repetitivas refere-se a atos de violência física praticados contra uma ex-namorada entre meados de 2022 e o outono de 2023. Os autos detalham episódios de estrangulamento, socos no rosto, arremesso de objetos e lesões corporais causadas pelo fechamento proposital de portas contra a face da vítima.
Durante o curso da ação penal, Marius Borg Hoiby declarou-se inocente das acusações mais graves de violência doméstica e abuso sexual. O réu, contudo, confessou a autoria de infrações de menor potencial, como violações de trânsito, o descumprimento deliberado de medidas restritivas de distanciamento e o crime de tráfico de drogas, admitindo o transporte e a entrega de 3,5 kg de maconha para um terceiro não identificado.
O advogado constituído para a defesa técnica de Hoiby informou à imprensa internacional que o cliente e a equipe jurídica avaliam os termos formais da sentença para interpor recurso junto às instâncias superiores. Até o fechamento desta edição, o Palácio Real da Noruega manteve a postura institucional de não emitir comentários públicos sobre as decisões judiciais que envolvem o membro familiar.