
Sob o sol de Nova Jersey, o som dos passos ritmados no gramado do CT Columbia Park marcou o início de uma nova etapa para a Seleção Brasileira. Pela primeira vez desde o desembarque em solo americano para a disputa da Copa do Mundo de 2026, o camisa 10, Neymar, deixou a sala de fisioterapia para realizar atividades em campo. No entanto, a imagem do craque trazia marcas evidentes de cautela: em vez das tradicionais chuteiras com travas prontas para o combate, o jogador calçava tênis esportivos, um sinal claro de que o processo de reabilitação da panturrilha direita exige passos medidos e sem pressa.
O treino, acompanhado de perto pelos integrantes da comissão técnica de Carlo Ancelotti, concentrou-se em exercícios físicos leves e lineares. Embora a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tenha celebrado publicamente a evolução do atleta, os bastidores médicos revelam um cenário de paciência. Os exames de imagem detalhados mostraram que, apesar de haver uma visível melhora na cicatrização da fibra muscular, a recuperação ainda não é suficiente para que o atacante seja liberado para os treinos coletivos com bola.